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O preço do conjunto do air bag frontal (para motorista e passageiro) fica hoje entre R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil, dependendo do carro. Segundo as fabricantes, o item equipa de 20% a 25% dos veículos novos vendidos no País, a maioria sedãs médios como Honda Civic, Toyota Corolla e Ford Focus.

Neste ano, os fabricantes calculam que cerca de 530 mil automóveis serão vendidos com air bags, de um total aproximado de 2,8 milhões de veículos previstos para todo o País.

Para empresas do setor de autopeças, com a escala maior de produção é possível que, em 2012, quando o sistema começará a ser adotado em parte dos modelos em linha, o preço já tenha caído à metade, para algo entre R$ 700 e R$ 800. Vários modelos populares não têm o item nem mesmo como opcional. Para alguns, a bolsa inflável é oferecida apenas num pacote que inclui freios ABS, ar-condicionado e outros itens que encarecem ainda mais o custo ao consumidor.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, acredita que a obrigatoriedade do componente para todos os carros novos deve reduzir o preço ao público, pois a escala de produção será maior e as empresas devem nacionalizar a produção. Ele defendeu ainda que o governo desonere de impostos os itens de segurança para baratear o produto.

O Brasil tem uma fábrica de air bags, a Takata, em Jundiaí (SP), que importa metade dos componentes do equipamento. A Autoliv, de Taubaté (SP), importa todas as peças e apenas monta o sistema.

Diversas montadoras de veículos trazem o item da TRW da Europa. Em 2010, o grupo vai produzir o componente em Limeira (SP) e deve passar a fornecer diretamente para essas empresas, que atualmente compram 280 mil módulos ao ano da companhia, segundo Nivaldo Siqueira, gerente de Desenvolvimento de Negócios da TRW do Brasil. "Em estrutura de custo, nossa nacionalização será de 60% a 70%", disse Siqueira. O principal item que será importado é o gerador de gás, que infla a bolsa quando o sistema é acionado automaticamente.

Calcula-se que no Brasil cerca de 60% dos sedãs saiam atualmente de fábrica com air bags. Para carros compactos, o porcentual cai para 6% a 7%, enquanto para os luxuosos atinge 100%.

Nos Estados Unidos e na Europa, quase todos os carros são vendidos com air bags (mais informações nesta página). Modelos luxuosos chegam a ter seis a oito, incluindo alternativas para os ocupantes do banco traseiro, especificamente para proteger joelhos, nas laterais do carro e no teto. Está em estudo a instalação também de bolsas externas nos capôs, para evitar que o pedestre, caso sofra um acidente, tenha contato direto com a lataria do veículo, o que poderá evitar ferimentos mais graves.

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