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O presidente da Positivo Informática, Hélio Rotenberg, avalia que a margem Ebitda da fabricante deve voltar à normalidade a partir do terceiro trimestre deste ano. Entre outubro e dezembro de 2008, o indicador marcou apenas 5,2%, contra 14,6% no terceiro trimestre do mesmo ano e 12,5% nos três meses finais de 2007.

Em teleconferência com analistas, o executivo destacou que, além da volatilidade do dólar, a margem Ebitda foi afetada pelo excesso de estoques, situação que deve perdurar até o segundo trimestre, embora em menor escala.

Como explicou Rotenberg, a queda da demanda no quarto trimestre gerou excesso de estoques para a indústria de computadores como um todo, o que
provocou uma guerra de preços, já que o objetivo maior dos fabricantes foi a priorização do caixa. Para estimular as vendas, a empresa está lançando mão de diversas promoções.

Ao apresentar a analistas os resultados do balanço que saiu na sexta-feira à noite, Rotenberg falou que os resultados do primeiro trimestre continuarão prejudicados pelo contexto da indústria, tanto em volume quanto em rentabilidade. Mas os sinais de melhora começam a se delinear no segundo trimestre, com previsão de retomar o curso normal no segundo semestre de 2009. "No final de março, vimos alguma recuperação nos preços. Claro que se o dólar voltar a baixar, ganhamos um pouco mais. Mas se a moeda se estabilizar nos R$ 2,30, voltamos aos níveis anteriores de margem Ebitda", observou. Ele disse, porém, ser difícil fazer projeções sobre o mercado de computadores. "Tudo vai depender do fornecimento de crédito e de como desemprego vai afetar o mercado."

Para preservar seu caixa, a Positivo vai investir 42% menos em 2009, informação presente em sua demonstração de resultados. Os investimentos devem somar R$ 41 milhões, contra R$ 70,6 milhões desembolsados em 2008. Pesquisa e desenvolvimento receberá a maior fatia do bolo. Mas Rotenberg comentou a analistas que boa parte dos recursos será destinada ao projeto ERP (sistema de gestão empresarial). Segundo ele, este é um investimento estratégico para a captura de eficiência operacional. Também há previsão de aplicar em verticalização da produção.

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