Tamanho do texto

Governo português vendeu participações nas empresas de energia REN e Energias de Portugal; privatizações seguem até o fim de 2013

Portugal atingiu 60% da meta de privatizações, conforme exigência do plano de resgate de 78 bilhões de euros, por meio da venda de participações nas empresas de energia REN e Energias de Portugal (EDP), disse o ministro de Finanças, Vitor Gaspar, nesta quarta-feira.

Os esforços de privatização de Portugal foram a melhor notícia econômica do país desde que teve de aceitar a ajuda de 78 bilhões de euros no ano passado. O sucesso nessa área contrasta com a Grécia, que encontra dificuldades para atrair compradores para seus ativos dentro do plano de resgate.

Mais : Taxa de desemprego em Portugal sobe para 14% no quarto trimestre

Portugal assinou a privatização de 40% da REN à chinesa State Grid e à Omã Oil nesta quarta-feira, por meio da qual vai levantar 592 milhões de euros, após já ter vendido cerca de 21% de participação na EDP para a também chinesa Three Gorges, em dezembro, por 2,7 bilhões de euros.

"A renda das privatizações da REN e da EDP representa 60% do total previsto no plano de privatização", disse Gaspar em discurso durante assinatura do contrato envolvendo a REN. O plano de privatização continuará até o fim de 2013.

Leia : Premiê português nega que vá pedir mais ajuda financeira

As privatizações em Portugal chamaram o interesse das grandes empresas elétricas chinesas, que prometeram ajudar a aumentar o financiamento chinês na economia portuguesa. A estatal State Grid é a maior empresa mundial de 'utility', enquanto a Three Gorges opera o maior projeto hidrelétrico do mundo, a usina Três Gargantas.

O presidente executivo da REN, Rui Cartaxo, disse durante a cerimônia de assinatura do contrato que a compra pela State Grid foi importante para elevar a capacidade financeira da REN, particularmente via financiamento de 1 bilhão de euros do Banco de Desenvolvimento da China previsto na operação.

Também : PIB de Portugal recuou 1,5% em 2011

A State Grid comprou uma participação de 25% e a Omã Oil, 15% na REN por meio da operação.

Pelo programa de privatização, Portugal também planeja vender a empresa aérea TAP, a empresa de saneamento Águas de Portugal e o sistema de serviço postal.