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Os imóveis populares e econômicos - de até R$ 300 mil - devem puxar o crescimento do setor imobiliário nos próximos anos. A melhora do nível de emprego e renda e a grande oferta de crédito no mercado devem garantir que a demanda desse mercado permaneça aquecida.

Os imóveis populares e econômicos - de até R$ 300 mil - devem puxar o crescimento do setor imobiliário nos próximos anos. A melhora do nível de emprego e renda e a grande oferta de crédito no mercado devem garantir que a demanda desse mercado permaneça aquecida. Uma mostra de como esse setor está movimentado é o Feirão da Casa Própria que a Caixa Econômica Federal realiza entre os dias 13 e 16 de maio na capital. Estarão à venda 41,8 mil unidades a mais do que as 109,9 mil do ano passado, um aumento de 38%. Segundo Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), o programa habitacional do governo federal "Minha Casa, Minha Vida" tem sido de grande importância nesse segmento não só na região metropolitana de São Paulo, mas em todo o Estado e em boa parte do País. "Com a consolidação das múltiplas linhas de financiamento aliada à oferta de crédito e controle da taxa de juros, ainda que provavelmente ascendente nos próximos meses, acreditamos que os mercados de perfil popular e econômico têm demanda garantida nos próximos anos", diz Pompéia. Os empreendedores, os incorporadores e os loteadores devem estar atentos aos nichos que se multiplicam nos arredores da grande metrópole e nas regiões intermetropolitanas. "É importante observar os dados do primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2009, 2008 e 2007. Na análise comparativa, pelo número de unidades lançadas na região metropolitana de São Paulo, temos 6.321 em 2007; 10.729 em 2008; 4.925 em 2009; e 14.219 em 2010. Estes números sugerem um novo boom do mercado", explica o executivo. Um ano de surpresas Para Pompéia, este ano pode guardar surpresas. "Tudo indica que 2010 poderá surpreender, especialmente nos segmentos popular e econômico, constituindo-se no ano da maior produção da história, ultrapassando 1996, quando as cooperativas habitacionais lançaram inúmeros empreendimentos, dos quais boa parte não vingou." "É possível que neste ano haja o lançamento de algum novo flat, quem sabe temático - para a terceira idade, por exemplo -, já que a cidade tem uma demanda que não está tão bem atendida, sem falar nas oportunidades que surgirão com a Copa do Mundo de 2014", complementa. Com a estabilidade da economia e as novas regras do mercado, aliadas ao crédito imobiliário, outros segmentos devem se consolidar em 2010 e nos próximos anos, como o setor corporativo. Nesse contexto, "o programa Minha Casa, Minha Vida" impulsionará a construção no País e muita gente com baixa renda poderá realizar o sonho da casa própria", diz Sérgio Watanabe, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

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