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Os conservadores do presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o opositor Partido Socialista (PS) comemoraram neste domingo a decisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de perdoar seu diretor geral, Dominique Strauss-Kahn, após uma investigação sobre abuso de poder.

"É uma boa notícia saber que não se pode desestabilizar alguém com sua vida privada, como se tentou fazer", disse Frederic Lefebvre, porta-voz da União por um Movimento Popular (UMP, direita, no poder).

O conselho admnistrativo do FMI se reuniu no sábado e apontou que seu diretor geral cometeu "um grave erro de julgamento", mas não um abuso de poder, na relação extraconjugal que manteve com uma funcionária do organismo.

O ex-premier socialista Lionel Jospin se declarou "regozijado" com a decisão do FMI sobre seu companheiro de partido e ex-ministro da Economia.

Outro ex-primeiro-ministro socialista, Laurent Fabius, também considerou a resolução do FMI "uma excelente notícia".

"É uma decisão que encerra um incidente. Dá ao diretor geral do FMI os meios de atuar a favor da reforma do sistema monetário internacional", estimou por sua vez o primeiro secretário dos socialistas franceses e número um do partido, François Hollande.

O prefeito de Paris, Bertrand Delanoe, disse que "todas as regras de transparência devem ser respeitadas, e se podemos dizer isto de Dominique Strauss-Kahn, estou encantado".

pol-cls/ap

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