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RIO DE JANEIRO - A Polícia Federal desencadeou nesta quinta-feira a Operação Psicose. A ação visa a cumprir seis mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão contra uma organização que intermediava o requerimento e a concessão irregular de benefícios previdenciários fraudulentos.

A partir das informações obtidas pela PF, o Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro denunciou 17 pessoas. O prejuízo causado aos cofres públicos supera R$ 1,8 milhão. Foram apreendidos blocos receituários médicos em branco que seriam utilizados em fraudes.

O nome da operação foi escolhido por tratar-se de uma organização que confeccionava e vendia exames e laudos médicos e orientava os pseudo-segurados a se comportarem como loucos durante a perícia, alegando doenças psiquiátricas.  O grupo fraudava a Previdência Social obtendo auxílio-doença em diversas agências do Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS) no Rio de Janeiro.

Seis dos denunciados, que integravam um escritório de despachantes que se especializou em fraudar benefícios previdenciários, tiveram a prisão preventiva decretada. Segundo o MPF, os outros 11 réus eram cooptados por esse grupo, se faziam passar por portadores de doenças mentais para conseguirem o benefício junto ao INSS.

Os despachantes, que atuavam há pelo menos três anos, com escritório em Bangu, irão responder pelos crimes de formação de quadrilha e estelionato qualificado, podendo ser condenados a penas que somadas chegam a dez anos de prisão.

Operação Norne

A Polícia Federal de Pelotas (RS) prendeu na madrugada desta quinta-feira 10 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes contra a Previdência, entre elas um servidor do INSS. A ação faz parte da Operação Norne, que tem como objetivo combater crimes previdenciários na região. Segundo investigações, o prejuízo ao INSS é de quase meio milhão de reais. Mandados de busca serão cumpridos hoje nas cidades gaúchas de Pelotas, Capão do Leão e Rio Grande.

Com o apoio da gerência executiva do INSS local, o Ministério da Previdência Social constatou em 2007 a concessão indevida de diversos benefícios previdenciários na agência de Pelotas, desde 2006, por um de seus servidores.

O grupo criminoso era encabeçado por um servidor público que, após a criação de um benefício e seu depósito nas agências bancárias, com auxílio de terceiros, incluídos nos sistemas como representantes legais, retirava o pagamento mensal e depois o cessava com a inserção da morte do beneficiário. A cada mês eram desviados cerca de R$ 15 mil.

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