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São Paulo, 4 - O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou hoje, em São Paulo, que o Plano Safra 2010/11 será usado como instrumento para estimular práticas sustentáveis na agricultura. Segundo ele, o objetivo é financiar a recuperação de áreas degradadas, o plantio direto na palha, a integração entre lavoura, pecuária e floresta e a incorporação biológica do nitrogênio.

São Paulo, 4 - O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou hoje, em São Paulo, que o Plano Safra 2010/11 será usado como instrumento para estimular práticas sustentáveis na agricultura. Segundo ele, o objetivo é financiar a recuperação de áreas degradadas, o plantio direto na palha, a integração entre lavoura, pecuária e floresta e a incorporação biológica do nitrogênio. "Vamos dar estímulo financeiro para que o agricultor adote essas práticas", assegurou. Rossi, que participou hoje da abertura do Seminário Perspectivas para o Agribusiness em 2010 e 2011, realizado pela BM&FBovespa e pelo Ministério da Agricultura, disse que o volume de recursos do Plano Safra, bem como a definição em relação às taxas de juros do programa, ainda dependem de negociação com o Ministério da Fazenda. Contudo, ele sinalizou que as taxas não devem cair em relação ao ano passado. "Estamos num momento de elevação dos juros no País. Por isso, manter as taxas vigentes para a agricultura já seria um ganho". Atualmente, os juros praticados no âmbito do Plano Safra oscilam em torno de 6,25%. Durante seu discurso na abertura do seminário, Rossi defendeu as realizações do governo Luiz Inácio Lula da Silva na agricultura. Ele destacou que os recursos do Plano Safra saltaram de R$ 22 bilhões para R$ 100 bilhões entre 2003 e 2009 e que os recursos para apoio à comercialização foram multiplicados por dez, de R$ 523 milhões para R$ 5,2 bilhões no mesmo período. O titular da Agricultura disse, ainda, que as políticas sociais e voltadas para agricultura familiar contribuíram para "desmobilizar o espírito que ameaça a paz no campo e o direito de propriedade".

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