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Empresa de animação, comprada pelo empresário em 1986 por US$ 10 milhões, foi vendida 20 anos depois por US$ 7,4 bilhões

O premiado estúdio de animação Pixar, que foi comprado da Lucasfilm e rebatizado – chamava-se Graphics Group – por Steve Jobs, em 1986, por US$ 10 milhões, acabaria transformando o cofundador da Apple no maior acionista individual da Disney. Isso porque, em 2006, após diversos atritos surgidos nas parcerias entre as duas companhias, a Disney pagou US$ 7,4 bilhões pela Pixar, parte do montante em ações ao empresário, que morreu ontem, vítima de câncer .

Jobs entre Dick Cook, executivo da Disney, e Lasseter: estreia de
Getty Images
Jobs entre Dick Cook, executivo da Disney, e Lasseter: estreia de "Procurando Nemo", em 2003
Após o anúncio da morte de Jobs, colegas da Pixar que lideram a empresa desde o tempo de sua fundação emitiram um comunicado, lamentando o fato. "Steve Jobs foi um visionário extraordinário, um amigo querido e uma luz guia para a família Pixar", diz um texto assinado por John Lasseter (atual chefe da parte de animação da Disney Pixar) e Ed Catmull (um dos diretores da empresa). "Ele enxergou o potencial do que poderia ser a Pixar antes de nós, e a levou além de onde qualquer um teria imaginado".

Antes de Jobs, a empresa era focada na produção e venda de equipamentos de informática (ou hardwares). Após a chegada do executivo, a Pixar revolucionou a computação gráfica e passou a colecionar diversos prêmios Oscar com animações como "Carros" (2006), "Toy Story" (1995) e "Procurando Nemo" (2003).

O CEO da Disney também lamentou a morte de Jobs, que era membro do conselho da tradicional gigante dos desenhos animados. “Steve Jobs era um grande amigo e um conselheiro confiável”, disse Bob Iger. “Seu legado se estenderá muito além dos produtos que ele criou ou dos negócios que construiu. (...) Steve era dono de imensa originalidade, criatividade sem limites e de uma mente imaginativa que definiu uma era”, disse.

Ao vender a Pixar, Jobs disse que a Disney era a única empresa que tinha “animação em seu DNA”. Desde então, o estúdio lançou bem sucedidas sequências de "Carros" e "Toy Story", além de novos títulos premiados como "Up - Altas Aventuras" (2009), vencedor do Oscar de melhor animação e melhor trilha sonora em 2010.

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