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Indicador de evolução da economia mostra retração na comparação com o primeiro trimestre do ano. Semestre teve alta de 8,4%

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A economia brasileira desacelerou seu ritmo de crescimento no segundo trimestre deste ano, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal), que foi divulgado nesta segunda-feira. De abril a junho deste ano, a economia brasileira teve contração de 0,6% em comparação aos três primeiros meses de 2010, quando o crescimento foi de 2,7% - descontadas as influências sazonais. Apesar desta desaceleração, o crescimento da economia foi de 8,4% durante o primeiro semestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado. Trata-se da maior taxa desde o crescimento de 9,5% registrado no primeiro semestre de 1995.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o crescimento de 8,4% no primeiro semestre dificilmente irá se repetir na segunda metade deste ano. Segundo eles, o Brasil saiu rapidamente da recessão no ano passado e, assim, a base de comparação (PIB do segundo semestre de 2009) já é mais elevada do que a anterior. Um segundo motivo citado pelos economistas são os estímulos fiscais à aquisição de veículos e produtos da linha branca que já não estão mais em vigor. Os economistas citaram ainda mais duas justificativas: as taxas de juros estão mais elevadas e os países desenvolvidos voltaram a apresentar novos sinais de enfraquecimento econômico.

O Indicador Serasa Experian mostra que, pelo lado da oferta agregada, o crescimento econômico do primeiro semestre foi puxado pelo setor industrial, que teve expansão de 13,3% em relação ao mesmo período de 2009. O setor agropecuário cresceu 7,5% no primeiro semestre de 2010 ante igual período do ano anterior. Já o setor de serviços avançou 5,5% no mesmo período de comparação.

Sob a ótica da demanda agregada, o Indicador indica que os investimentos (formação bruta de capital fixo) foram o destaque neste primeiro semestre de 2010, crescendo 26,7% em comparação com o mesmo período do ano passado. As exportações de bens e serviços, a despeito do cenário externo pouco favorável e do câmbio valorizado, avançaram 10,9% no acumulado dos seis primeiros meses de 2010 ante igual período do ano anterior. O consumo das famílias, componente que possui o maior peso no PIB brasileiro, avançou 7,9% no mesmo período de comparação.

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