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A economia da França, a segunda maior da União Europeia, teve em 2009 seu pior desempenho desde o fim da 2.ª Guerra Mundial, em 1945.

A economia da França, a segunda maior da União Europeia, teve em 2009 seu pior desempenho desde o fim da 2.ª Guerra Mundial, em 1945. O recuo de 2,2% no Produto Interno Bruto (PIB) foi confirmado ontem, em Paris, pelo Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (Insee). Apesar do índice, a atividade resistiu melhor que em outras potências do bloco, como Alemanha e Reino Unido, e o desempenho no quarto trimestre aponta uma perspectiva positiva para este ano. <br><br>Os dados relativos ao último período de 2009 só foram divulgados de forma oficial ontem, embora projeções semelhantes tivessem sido publicadas em fevereiro. Segundo cálculos do Insee, a economia do país cresceu 0,6% no quarto trimestre, 0,2% no terceiro e 0,3% no segundo - quando se encerrou a recessão técnica no país. A retomada tímida da atividade econômica, entretanto, foi insuficiente para apagar a queda do PIB do primeiro trimestre, que havia chegado a -1,3%. “Na média do ano, o PIB recuou 2,2%, ou seja, a mais forte baixa do pós-guerra”, confirmou o Insee em seu relatório. <br><br>Apesar dos dados macroeconômicos negativos, o poder aquisitivo dos franceses surpreendeu, crescendo em meio à crise. Em 2009, a capacidade de consumo aumentou 2,1%, acelerando o ritmo de alta, que em 2008 havia aumentado 0,7%. Já a massa salarial se manteve estável no ano passado, mesmo com a onda de demissões na indústria. “O dinamismo do poder aquisitivo é explicado por dois fatores: de um lado, os impostos sobre a renda e o patrimônio, em claro recuo, e de outro o aumento do volume de recursos empregados nos programas sociais, que cresceram 4,8% no ano passado”, explicou o Insee. <br><br>Na França, a recessão foi interrompida mais cedo e foi menos severa que em outros países da Europa. A título de comparação, a Alemanha, maior economia do bloco, sofreu um revés de 4,9% em 2009, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). No Reino Unido, a estimativa é de que o recuo tenha sido tão grave quanto o alemão: 4,9%, de acordo com o escritório estatístico britânico (ONS). <br><br>Apesar da crise de endividamento e dos déficits acentuados, as previsões dos três países são melhores para 2010. Na França, o Insee projeta um crescimento de 1,4%. Na Alemanha, a expectativa é de crescimento de 1,2% do PIB neste ano. No Reino Unido, a perspectiva de crescimento se situe entre 1% e 1,5%, de acordo com as últimas projeções reveladas pelo ministro de Finanças, Alistair Darling.<br>
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