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Para Serasa, crescimento do setor é ajudado por dados positivos da construção e de energia

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A economia brasileira cresceu 0,7% em janeiro na comparação com dezembro, na série com ajuste sazonal, nível acima do avanço de 0,5% registrado em dezembro e do resultado de 0,4% em novembro, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal), divulgado nesta segunda-feira. Na comparação com o mesmo período de 2011, janeiro apresentou alta de 2,6%, resultado próximo ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2,7%. 

A indústria, com 0,7%, foi o setor que apresentou a maior alta no mês em comparação a dezembro, enquanto serviços cresceu 0,5% e agropecuária permaneceu estável. Para o economista da Serasa Experian Luiz Rabi, dados positivos da construção e de energia levaram ao crescimento da indústria. 

Rabi, no entanto, diz que ainda é cedo para falar em recuperação da indústria. O economista destaca que, na variação do acumulado de 12 meses, o setor apresenta desaceleração - o avanço no período terminado em novembro foi de 2%, passando para 1,6% em dezembro e 1,3% em janeiro. "A indústria está vivendo um momento de virada", diz. "Daqui para a frente, a indústria deve apresentar dados mais positivos", prevê. 

Do ponto de vista da demanda agregada, o consumo das famílias cresceu 0,9% na mesma base de comparação, importação de bens e serviços teve alta de 1,6% e consumo do governo aumentou 1,9%. Exportações caíram 7,6% e Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) recuou 4%. 

Tendência

O avanço do PIB calculado pela Serasa Experian foi diferente do resultado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado no início da manhã e que mostra queda de 0,13% em janeiro ante dezembro .

De acordo com Rabi, diferenças de metodologia e de técnicas de dessazonalização podem ter levado a resultados discrepantes. "Mas no longo prazo os dois indicadores convergem", afirma. 

Para a Serasa Experian, a tendência dos próximos meses é de expansão da economia por conta do processo de redução dos juros e da normalização dos níveis de inadimplência.

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