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O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou ontem uma série de acordos de cooperação com petrolíferas estrangeiras que resultarão na entrada de US$ 40 bilhões em investimentos em seu país. O anúncio foi feito por meio da rede de miniblogs Tweeter, à qual Chávez aderiu duas semanas atrás.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou ontem uma série de acordos de cooperação com petrolíferas estrangeiras que resultarão na entrada de US$ 40 bilhões em investimentos em seu país. O anúncio foi feito por meio da rede de miniblogs Tweeter, à qual Chávez aderiu duas semanas atrás. "Assinaremos acordos com companhias petrolíferas da Índia, do Japão, da Espanha e dos EUA, no valor total de US$ 40 bilhões. O que acham disso?", escreveu Chávez. Segundo a imprensa oficial venezuelana, pelo acordo serão formadas duas empresas mistas integradas pela estatal petrolífera Petróleos de Venezuela (PDVSA) e transnacionais espanholas, americanas, japonesas e indianas com o objetivo de explorar petróleo na Faixa do Rio Orinoco, no leste do país. Decreto. A formação das duas companhias foi aprovada por decreto presidencial. Em ambas, a estatal venezuelana contará com uma participação de 60%. Em uma das empresas mistas a americana Chevron terá 34% das ações, a japonesa Japan Carabobo, 5%, e a venezuelana de capital privado Suelopetrol, 1%. A empresa explorará petróleo pesado e extrapesado dos campos de Carabobo 2 Sul, Carabobo 3 Norte e Carabobo 5, numa superfície total de 534 quilômetros quadrados, segundo informações da agência de notícias estatal ABN. Da segunda empresa, participarão, além da PDVSA, a espanhola Repsol, com 11% da empresa, a PC Venezuela e Petricarabobo Ganga, com 11%, e a indiana Indoil, com mais 7%. A Venezuela é um membro fundador da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep). É o quinto exportador mundial de petróleo e o quarto principal fornecedor dos EUA. As empresas estrangeiras haviam reduzido drasticamente seus investimentos no país desde 2007, quando Chávez decretou a nacionalização do setor. Na época, as petrolíferas que operavam na Venezuela foram obrigadas a reformular seus contratos, formando joint ventures com a PDVSA.

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