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SÃO PAULO - O petróleo fechou em alta nesta terça-feira, ajudado pela desvalorização do dólar frente a outras moedas e pela volta do apetite de risco dos investidores. Ainda assim, a commodity não conseguiu superar a barreira psicológica dos US$ 80 o barril.

Na Nymex, o contrato para abril terminou cotado a US$ 79,68, com alta de US$ 0,98 ou 1,2%. O ativo para maio também ganhou US$ 0,98, fechando a US$ 80,06 o barril.

Já em Londres, o Brent para abril subiu US$ 1,29 , atingindo US$ 78,18, enquanto o contrato de maio teve alta de US$ 1,23, para US$ 78,45.

Sinais de recuperação da economia mundial levaram investidores a assumirem posições de maior risco, com compras no mercado de commodities.

Entre as notícias avaliadas pelo mercado hoje está a decisão do banco central da Austrália, que elevou a taxa de juros em 0,25 ponto, para 4% ao ano.

O presidente da autoridade monetária da Austrália, Glenn Stevens, disse que a economia doméstica continua melhorando e há a necessidade de devolver a taxa de juro para níveis mais apropriados.

No Japão, a taxa de desemprego caiu para 4,9% em janeiro, depois de se situar em 5,2% no fim de 2009. Foi a primeira vez em 10 meses que a taxa ficou abaixo de 5%.

Na Europa, o índice de preços ao produtor industrial na zona do euro aumentou 0,7% em janeiro na comparação com dezembro. Já nos 27 países da União Europeia, o indicador registrou um avanço de 0,9%. Em dezembro do ano passado, os preços registraram alta de 0,1% nas duas regiões.

As expectativas do mercado de petróleo se voltarão amanhã para os dados sobre estoques nos EUA na semana passada.

Analistas preveem alta de 1 milhão de barris nas reservas de oleo cru, aumento de 700 mil barris de gasoline e queda de 700 mil barris em destilados. A taxa de produção das refinarias deve ficar inalterada em 81,2%.

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)

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