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Os contratos futuros de petróleo operam em alta, interrompendo dois dias de quedas, refletindo os dados divulgados na China que mostraram importação recorde de petróleo em setembro e a queda do dólar

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Os contratos futuros de petróleo operam em alta, interrompendo dois dias de quedas, refletindo os dados divulgados na China que mostraram importação recorde de petróleo em setembro e a queda do dólar.

Às 11h00 (de Brasília), o petróleo para entrega em novembro avançava 1,48%, para US$ 82,88 o barril, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Na plataforma eletrônica ICE, o Brent para novembro ganhava US$ 1,20%, para US$ 84,50 o barril.

A China importou 5,67 milhões de barris de petróleo em setembro - o maior volume mensal já registrado pelo país -, como resultado do aumento da demanda e da atividade de refino doméstica. O volume também representou uma alta de 35,4%, em bases anuais.

Com os estoques nos Estados Unidos próximos das máximas em 27 anos, o crescimento das importações da China impulsionou o otimismo em torno da demanda pela commodity. Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) revisou em alta sua projeção para a demanda mundial de petróleo em 2010 e 2011, depois de um terceiro trimestre mais forte que o esperado. No entanto, agência reduziu sua previsão para o aumento dos preços no ano que vem.

"Parece haver um maior reconhecimento da força da demanda por petróleo, que emergiu ao longo dos últimos meses", disseram analistas do Barclays Capital em nota a clientes.

O petróleo também recebeu suporte do enfraquecimento do dólar, pressionado pela divulgação da ata da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano) na terça-feira, que aumentou as expectativas de que o banco central norte-americano anunciará novas medidas para estimular a economia dos EUA.

O dólar mais fraco torna o petróleo mais barato para compradores que detêm outras moedas. A queda da moeda norte-americana nas últimas semanas impulsionou o mais recente rali do petróleo, que chegou a alcançar US$ 84 o barril na semana passada.

A Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) afirmou também que deverá manter seu teto atual de produção inalterado durante sua reunião, marcada para esta quinta-feira, em Viena.

"Existe um consenso entre os membros" para manter o limite máximo de produção atual inalterado, disse o ministro de petróleo do Equador e também presidente da OPEP, Pastor Wilson.

A França continua envolvida em conflitos industriais, com uma greve nacional juntando-se à disputa em andamento nos terminais de petróleo de Fos e Lavéra, no porto de Marselha, que bloqueou a entrada de navios no terceiro maior porto de petróleo do mundo.

Pelo menos 11 das 12 principais refinarias do país foram afetadas pela paralisação. A petroleira Total afirmou que as greves estavam forçando a companhia a fechar todas as seis refinarias que possui na França. As informações são da Dow Jones.

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