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Os preços futuros do petróleo operam em alta, impulsionado pela perspectiva de oferta menor do que a demanda pela commodity em 2009, divulgada em um relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE), e da expectativa de corte na produção pelos principais exportadores. Às 12h32 (de Brasília), o contrato do petróleo com vencimento em janeiro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) subia US$ 2,07, ou 4,76%, para US$ 45,59 o barril.

Em Londres, o petróleo tipo Brent para janeiro avançava US$ 2,49, ou 5,87%, para US$ 44,89 o barril.

A AIE estimou em seu relatório de dezembro que a demanda por petróleo em 2008 deve cair 0,2% em comparação ao ano passado, para 85,8 milhões de barris por dia em média. A previsão - que representa a primeira contração no consumo desde 1983 - é 300 mil barris menor do que o valor divulgado no relatório de novembro e já era esperada pelo mercado, ao contrário da revisão da perspectiva de oferta de petróleo em 2009, que deu impulso aos preços.

De acordo com a AIE, a oferta mundial da commodity, somando a produção dos países integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e dos países produtores independentes - como Rússia e México - será reduzida em 500 mil barris por dia no ano que vem. "Como resultado destes ajustes, a perspectiva da AIE para a demanda implícita por petróleo em 2009 na verdade subiu 0,2 milhão de barris por dia, apesar da perspectiva de demanda fraca", disse Gordon Gray, da Collins Stewart em Londres.

Alguns participantes do mercado mostravam cautela em tirar conclusões a partir do aumento nos preços da sessão de hoje, afirmando que o petróleo oscilou em uma faixa de preços de US$ 40 a US$ 50 o barril na última semana e que apenas uma ruptura deste intervalo indicaria mudanças no sentimento do mercado.

De acordo com analistas, apesar da ampla expectativa do mercado a respeito de um corte na produção por parte da Opep no dia 17, o cartel terá de ser cauteloso para convencer o mercado de petróleo de que efetivamente reduzirá a oferta. As informações são da Dow Jones.

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