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Os mercados futuros do petróleo estenderam hoje seus ganhos para acima de US$ 78 o barril, fechando em alta pelo sétimo dia consecutivo, à medida que os investidores permanecem otimistas com a recuperação da economia mundial. O petróleo leve, com entrega para novembro, ganhou 1,22% e fechou a US$ 78,53 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex).

Este foi o maior fechamento desde 14 de outubro de 2008. O petróleo Brent negociado no mercado eletrônico ICE de Londres avançou 1% e fechou a US$ 76,99 o barril.

Os preços subiram com firmeza após terem caído no começo da sessão, com as compras se ampliando mais perto do fechamento, disse Mark Waggoner, da corretora Excel Futures, em Newport Beach, Califórnia. Mais sinais encorajadores na economia nesta semana deram aos investidores o ímpeto para buscar ativos de risco como o petróleo.

Os ganhos vieram apesar de uma reversão no mercado financeiro e no dólar, que haviam impulsionado o processo de alta do petróleo nesta semana. O dólar conseguiu se recuperar de algumas das suas perdas frente a outras moedas, após ter caído para uma mínima de 14 meses ante outras grandes moedas no começo da semana. O fortalecimento do dólar tende a reverter os ganhos no mercado do petróleo, uma vez que torna esse mercado mais caro para compradores que usam outras moedas.

Os mercados acionários se orientaram para baixo, com o índice Dow Jones não conseguindo se manter acima da barreira psicológica dos 10 mil pontos. A sessão do mercado acionário hoje veio após a divulgação de resultados do Bank of America (BofA), considerados fracos, e ao mesmo tempo em que a Universidade de Michigan informou uma queda inesperada no índice de confiança do consumidor norte-americano, com leitura preliminar de 69,4 pontos em outubro, abaixo dos 73,5 pontos de setembro.

Houve surpresa que o petróleo continuasse sua escalada, considerando que hoje os fatores que recentemente provocaram isso - um mercado de ações mais forte e um dólar mais fraco - não estavam presentes. "Se a principal razão para os preços subirem é a expectativa de uma demanda crescente, então por que nós estamos aqui nos aproximando de níveis que são prejudiciais à recuperação econômica?" questionou Mike Fitzpatrick, da MF Global em Nova York. A preocupação é de que os preços do petróleo em alta aumentarão o custo dos combustíveis nos postos, levando os consumidores a gastos maiores com energia, restringindo a recuperação econômica. As informações são da Dow Jones.

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