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Os contratos futuros de petróleo não conseguiram sustentar os acentuados ganhos iniciais e chegaram a escorregar brevemente para território negativo na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), pressionados por uma realização de lucro dos ganhos desta manhã, segundo operadores. Além disso, um relatório privado prevê que o crescimento da demanda por petróleo da China vai cair para o nível mais baixo da década.

Às 14h53 (de Brasília), na Nymex, os contratos de petróleo para fevereiro estavam em US$ 38,10 por barril, em alta de US$ 0,39, ou 1,03%. No mesmo horário na ICE Futures, de Londres, os contratos de petróleo Brent para fevereiro estavam em US$ 38,80 por barril, alta de US$ 0,43, ou 1,12%.

Os contratos de petróleo para entrega em fevereiro atingiram US$ 42,20 por barril antes da abertura do mercado, impulsionados pela confirmação do corte na produção dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e pelas notícias do conflito na Faixa de Gaza. Contudo, esses ganhos foram gradualmente sendo devolvidos, com os preços dos contratos para fevereiro recuando para ao redor de US$ 38 por barril.

Entre as notícias do dia, Paul Ting, da Paul Ting Energy Vision, avalia que a taxa de crescimento da demanda por petróleo da China será entre 2% e 3% no próximo ano, entre as mais lentas na última década. "Esperamos uma fraca demanda (se houver) para os próximos seis meses, seguida por um crescimento moderado no segundo semestre de 2009", disse Ting em um relatório.

A demanda de dezembro é vista como mais fraca em comparação com novembro, com um declínio de 4,5% conforme a taxa de ocupação das refinarias cai, embora as importações mais elevadas de óleo combustível e diesel possam ajudar a compensar a desaceleração. O crescimento da demanda da China em 2008 está estimado em 3,5%, a taxa mais baixa desde 2005. Tal perspectiva é negativa para o mercado, pois a disparada nos preços do petróleo e derivados em direção aos US$ 150 por barril em julho foi, em parte, atribuída à explosão da demanda da China nos últimos anos. As informações são da Dow Jones.

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