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LONDRES (Reuters) - Os preços do petróleo subiam nesta quarta-feira, em resposta à inesperada decisão da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) de cortar a produção em cerca de meio milhão de barris por dia. Alguns integrantes da Opep defenderam o corte devido ao crescente excedente de petróleo no mercado, uma vez que a alta dos preços se refletiu na demanda.

Por volta das 10h45 (horário de Brasília), o petróleo negociado nos Estados Unidos subia mais de 1 dólar, para cerca de 104 dólares por barril, após ter atingido uma mínima de cinco meses a 101,74 dólares por barril na terça-feira.

O petróleo de Londres subia quase 1 dólar, para 101,33 dólares, após ter sido negociado abaixo de 100 dólares na terça-feira, pela primeira vez desde abril.

'Achamos que esse é um acordo sério para um legítimo corte... Neste mercado a direção importa, e essa é uma mudança', afirmou o economista do UBS Jan Stuart, em um relatório.

A Opep reduziu a meta de produção para 28,8 milhões de barris por dia, uma medida que, segundo o presidente do cartel, vai reduzir a oferta em 520 mil barris por dia. [ID:nN09348183]

O mercado também tinha suporte de relatórios de um terremoto no Irã, em uma região que abriga uma enorme refinaria. [ID:nN10417728]

O petróleo caiu cerca de 30 por cento em relação ao recorde de 147,27 dólares, registrado em 11 de julho.

'Houve suficiente surpresa para dar suporte, a questão agora é se haverá suficiente interesse financeiro para jogar esse jogo', disse Olivier Jakob, analista da Petromatrix.

Os ganhos nesta quarta-feira foram limitados à medida que a Agência Internacional de Energia reduziu a sua previsão de crescimento na demanda de petróleo em 2008 em 100 mil barris por dia, devido ao impacto das fracas condições econômicas e da alta dos preços.

A AIE, que aconselha 27 países industrializados sobre a política energética, também reduziu a sua previsão de crescimento da demanda global em 40 mil barris diários, para 2009.

O mercado agora volta as atenções para a divulgação dos estoques nos EUA, nesta quarta-feira. Analistas esperaram uma queda nas reservas semanais.

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