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Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa em Londres e Nova York, após uma sessão volátil, marcada por ondas de preocupações relacionadas às tempestades tropicais na região do Golfo do México e declarações do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, sobre o uso das reservas estratégicas dos EUA, segundo operadores e analistas.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos de petróleo com entrega em setembro caíram US$ 3,69, ou 2,95%, e fecharam a US$ 121,41 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 119,50 e a máxima de US$ 126,35.

Os futuros de petróleo acumulam agora uma queda de mais de 16% em comparação com a máxima histórica estabelecida no início de julho. Embora parte do declínio do mercado possa ser atribuída a reversão de apostas, o fator mais fundamental tem sido o enfraquecimento da demanda por petróleo nos EUA como reflexo dos problemas econômicos enfrentados pelo país.

Nos últimos dias, o petróleo buscou suporte na perspectiva de mais tempestades tropicais na região produtora do Golfo do México, assim como na tensão geopolítica relacionada com as ambições nucleares do Irã.

"Quando a mentalidade do mercado muda, você precisa de mais para dar suporte à tendência", disse Antoine Halff, da Newedge USA, LLC. "Existe mais espaço para o mercado cair: evidências adicionais de enfraquecimento da demanda e recuperação na oferta de produtores poderá desencadear uma corrente descendente", acrescentou.

Até agora, no entanto, a temporada 2008 de furacões tem sido desapontadora para os investidores que apostam na alta dos preços do petróleo. O gatilho das perdas desta segunda=feira foi o informe do Centro Nacional de Furacão (NHC, na sigla em inglês) revelando o enfraquecimento da tempestade tropical Edouard, que apareceu perto da costa da Louisiana na tarde de domingo.

"O impacto mínimo na infra-estrutura de petróleo foi antecipada", disse Jim Rouiller, meteorologista sênior para o setor de energia da Planalytics, uma empresa privada. De acordo com Rouiller, Edouard será mais uma chuva pesada do que uma tempestade com ventos destruidores. Contudo, os preços de energia ainda vão ter muitas oportunidades para uma rápida escalada, uma vez que agosto e setembro são tradicionalmente os meses mais ativos da temporada de seis meses de furacão do Atlântico.

Os preços elevados dos combustíveis têm gerado discussões entre os congressistas em Washington e a política de energia assumiu um papel de destaque na atual campanha para a Casa Branca.

O candidato democrata Barack Obama defendeu nesta segunda a liberação de parte das reservas estratégicas dos EUA, como parte de sua política de energia. "O senador Obama tem olhado para esta questão e ele entende que os americanos estão sofrendo (com os preços altos da gasolina) e ele fez a distinção que precisamos usar as reservas estratégicas de energia", disse a diretora de política de energia de Obama, Heather Zichal, em entrevista coletiva à imprensa.

Na Bolsa Intercontinental, em Londres, os contratos de petróleo Brent para setembro caíram US$ 3,50, ou 2,82%, e fecharam a US$ 120,68 por barril. A mínima foi de US$ 118,80 e a máxima de US$ 125,30. As informações são da Dow Jones.

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