Tamanho do texto

Os mercados futuros do petróleo interromperam uma série de oito fechamentos em alta, depois que indicadores econômicos mais fracos dos Estados unidos abalaram a confiança em uma rápida recuperação econômica. O contrato de petróleo para entrega em novembro - que venceu no encerramento do pregão viva-voz -, fechou em queda de 0,65%, a US$ 79,09 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

O contrato de petróleo com vencimento em dezembro, que passa a ser o contrato de primeiro mês de vencimento, caiu 1,05% e fechou a US$ 79,12 o barril. Na ICE de Londres, o petróleo tipo Brent com vencimento em dezembro caiu 0,68% e fechou a US$ 77,24 o barril. A mínima foi de US$ 76,45 e a máxima de US$ 78,18.

O relatório do Departamento de Comércio dos EUA, informando que o início das construções de imóveis em setembro foi menor que o esperado, ajudou a desencadear uma reavaliação nos mercados, após quase duas semanas em que os investidores compraram ações e commodities (matérias-primas). Parte do dinheiro que saiu do mercado de petróleo encontrou seu caminho de volta ao dólar, que subiu de uma mínima de 14 meses frente ao euro. A recuperação, embora leve, forçou uma correção para baixo no preço do petróleo, denominado na moeda americana, como compensação. No mercado de ações, o índice Dow Jones fechou em baixa de 0,50%, enquanto o S&P-500 caiu 0,62%.

Mas as perdas de hoje não marcaram uma fuga do mercado, uma vez que os preços do petróleo se mantiveram pouco abaixo da máxima em um ano. As ações e o dólar podem, na teoria, levar os preços do petróleo ainda mais para cima, caso aumente a confiança do investidor em uma firme recuperação global. "Os gastos do consumidor e a economia mundial ainda estão muito frágeis para sustentar os preços acima de US$ 80 o barril. Um acentuado aumento nos preços mataria a recuperação emergente", ressaltaram analistas do JPMorgan Chase & Co. As informações são da Dow Jones.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.