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O mercado futuro de petróleo esteve muito volátil durante todo o dia, mas fechou com os preços praticamente estáveis, com os operadores ainda avaliando se o pacote de socorro aos mercados financeiros aprovado nos EUA será capaz de estabilizar a demanda pelo combustível. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato de petróleo para novembro fechou com queda de US$ 0,09, ou 0,10%, para US$ 93,88 por barril.

No pregão eletrônico da ICE Futures, o contrato para novembro do petróleo Brent fechou com queda de US$ 0,31 para US$ 90,25 o barril.

Na Nymex, os contratos para novembro oscilaram quase US$ 5 enquanto os participantes do mercado esperavam o resultado da votação do pacote de socorro financeiro na Câmara. Depois de rejeitá-lo na segunda-feira, os deputados o aprovaram por 263 votos a 171. A legislação já foi sancionada pelo presidente norte-americano George W. Bush.

Depois da votação, a reação do mercado de petróleo foi morna, refletindo as dúvidas com relação à capacidade do pacote de reverter a queda na demanda pelo combustível, disseram analistas. "Se a legislação fará o que pretende fazer é a verdadeira questão", disse Gene McGillian, analista da corretora Tradition Energy. "O tempo é que vai dizer."

O movimento dos preços no mercado de petróleo continuou a refletir os mercados de ações. O índice Dow Jones subiu mais de 300 pontos antes da votação na Câmara e perto do fim do pregão caía cerca de 150 pontos. "Neste momento, os mercados de energia têm papel secundário com relação ao de ações", afirmou Scott Meyers, analista sênior da corretora Pioneer Futures. "O nervosismo no mercado acionário é crescente."

Dados econômicos dos EUA divulgados durante a semana ajudaram a reforçar as preocupações dos participantes de ambos os mercados. Hoje, o Departamento de Trabalho informou que foram cortadas 159 mil vagas de trabalho em setembro nos EUA, o maior corte desde março de 2003. Economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam redução de 105 mil vagas em setembro. "Quando perdemos empregos, perdemos pessoas que precisam dirigir para o trabalho. Esta é dura realidade e que tem seu papel na redução da demanda", comentou Peter Beutel, presidente da Cameron Hanover, uma empresa de gerenciamento de risco em energia.

Operadores avaliaram que os dados sobre desemprego vão pressionar o Federal Reserve (Fed, banco central americano) por um corte na taxa básica de juros dos EUA na reunião de política monetária do final deste mês. Isso pode aumentar a expectativa de inflação e fazer com que os investidores voltem para as commodities como uma alternativa de hedge.

Ao mesmo tempo, autoridades monetárias da Europa também estudam um corte na taxa de juros no final deste ano, expectativa que tem puxado o euro para baixo ante o dólar, ajudando a pressionar ainda mais os preços do petróleo denominados na moeda americana. As informações são da Dow Jones.

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