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Os preços do petróleo despencaram para nova mínima em quatro anos em meio na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), ao escorregarem quase 10% para abaixo de US$ 37 por barril. As preocupações sobre o colapso da demanda global continuaram a superar os esforços da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para fortalecer o mercado, segundo operadores e analistas.

Na Nymex, os contratos futuros de petróleo com entrega do produto em janeiro caíram US$ 3,84, ou 9,59%, e fecharam a US$ 36,22 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 36,00 e a máxima de US$ 40,90. Na ICE Futures, em Londres, os contratos de petróleo Brent para fevereiro fecharam a US$ 43,36 por barril, queda de US$ 2,17, ou 4,77%. A mínima foi de US$ 43,20 e a máxima de US$ 46,68.

Em meio ao implacável declínio, que já reduziu os preços em 25%, ou US$ 11,76 por barril, em cinco dias, alguns analistas repetiram que a marca de US$ 30 por barril pode estar à vista.

Estima-se que a demanda global deste ano mostre o primeiro declínio em 25 anos e muitos analistas vêem uma queda adicional no consumo de petróleo no próximo ano. Adam Sieminski, economista-chefe de energia do Deutsche Bank em Washington, disse que prevê uma queda da demanda global de 1 milhão de barris diários, ou de 1,2%, no próximo ano.

Em relatório para clientes, Sieminski reiterou sua previsão de um preço médio para o petróleo de US$ 47,50 por barril no próximo ano - menos da metade do preço médio de 2008 -, com os preços caindo em direção aos US$ 30 por barril "sobre uma base temporária". As informações são da Dow Jones.

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