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Os contratos futuros do petróleo operam em queda hoje, no mercado internacional, com investidores realizando lucros após uma semana praticamente inteira de avanço nos preços da matéria-prima (commodity). O preço do barril de petróleo subiu mais de 50% nas últimas seis semanas.

Às 12h24 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento maio caía 4,25%, para US$ 52,02 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com mesmo vencimento recuava 3,44%, para US$ 51,62 o barril.

Os contratos futuros do petróleo fecharam acima de US$ 50 o barril por seis sessões consecutivas, recebendo suporte da perspectiva construída nas últimas semanas de que a economia dos Estados Unidos pode estar saindo do fundo do poço.

No entanto, ainda há muitos investidores céticos em relação ao avanço nos preços do petróleo. "Houve um aumento acentuado nos preços do petróleo durante toda a semana, e os dados que vimos não justificam este movimento", disse Tom Bentz, operador e analista do BNP Paribas.

Na última quarta-feira (dia 25), o Departamento de Energia dos EUA divulgou relatório, o qual mostrava que os estoques norte-americanos de petróleo atingiram o maior nível em 16 anos na semana encerrada na sexta-feira passada (dia 20). As reservas da commodity haviam registrado leve declínio no início do mês, mas voltaram a subir, indicando que o mercado ainda sofre com o desequilíbrio entre a oferta e demanda.

"Os estoques elevados, o excesso de capacidade de refino e a possibilidade de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) descumprir cortes anunciados anteriormente por conta da redução da oferta das refinarias sugerem que os avanços recentes nos preços podem facilmente ser revertidos", diz o economista do Deutsche Bank, Adam Sieminski. As informações são da Dow Jones.

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