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SÃO PAULO - Os contratos futuros de petróleo reagiram hoje ao agravamento da crise financeira internacional e fecharam com forte baixa, alcançando o menor nível em oito meses. A preocupação dos agentes é de que a turbulência financeira atinja a economia real, causando recessão no mundo e levando à diminuição da demanda por combustíveis.

O contrato de WTI negociado para o próximo mês de Nova York fechou valendo US$ 87,81, com recuo de US$ 6,07. O contrato para dezembro declinou US$ 6,30, para US$ 86,71. Em Londres, o barril de Brent para novembro fechou valendo US$ 83,68, com desvalorização de US$ 6,57. O vencimento para o mês seguinte caiu US$ 6,52, para US$ 85,07.

Os mercados internacionais passaram por um dia de pânico hoje, com a constatação de que a crise atravessou definitivamente o Atlântico. Nem mesmo o pacote de salvamento de US$ 700 bilhões aprovado pelo congresso norte-americano e as ações dos governos europeus no sentido de evitar corridas bancárias foram suficientes para acalmar os investidores.

Além de temerem uma queda na demanda por combustíveis, os agentes do mercado de petróleo também monitoram a paridade do dólar frente a outras moedas. Quando o dólar sobe, como ocorreu hoje, a tendência é de que a cotação do petróleo, que é referenciada na moeda norte-americana, diminua.

(Valor Online, com agências internacionais)

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