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Os contratos futuros do petróleo, negociados no mercado internacional, operam em baixa na manhã de hoje, pressionados pelos receios sobre a economia mundial, mesmo após um corte coordenado das taxas de juro pelo Banco Central Europeu (BCE), Banco da Inglaterra (BoE, o banco central inglês), o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e outros bancos centrais do mundo, que inicialmente ofereceu suporte aos preços da matéria-prima (commodity). Às 10h50 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em novembro caía 1,15% a US$ 89,03 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Em Londres, o contrato do petróleo tipo Brent com mesmo vencimento perdia 0,25%, para US$ 84,85 o barril.

Após atingir US$ 86,05 o barril - menor preço desde 6 de dezembro do ano passado -, o petróleo negociado na Nymex chegou a superar os US$ 90 dólares o barril com o anúncio da diminuição dos juros pelos bancos centrais. No entanto, o avanço cedeu espaço aos temores sobre a eficácia do corte para melhorar as perspectivas econômicas mundiais e perdeu força.

"Se o corte é suficiente para melhorar a perspectiva para a economia? Eu duvido", disse Simon Wardell, analista da Global Insight em Londres. "A menos que haja uma reviravolta na economia, o prognóstico para os preços (do petróleo) ainda é fraco".

Logo mais, às 11h35 (de Brasília), o Departamento de Energia divulga os dados sobre a posição dos estoques de petróleo do país na semana encerrada na última sexta-feira (dia 3). Analistas esperam um aumento de 2,3 milhões de barris nos estoques de petróleo, alta de 1,1 milhão de barris nos estoques de gasolina e queda de 200 mil barris nos estoques de destilados. Os analistas estimam a elevação de 5,1 pontos porcentuais no uso das refinarias, para 77,4% da capacidade na semana. As informações são da Dow Jones.

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