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Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam em baixa e atingiram o menor nível em quase dois meses na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), após dados mais fortes que o esperado sobre as condições do mercado de trabalho dos EUA impulsionarem o dólar. O contrato futuro do petróleo com vencimento em janeiro caiu US$ 0,99, ou 1,29%, para US$ 75,47 por barril - menor nível desde 14 de outubro.

Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para fevereiro fechou em baixa de US$ 0,84, ou 1,1%, a US$ 77,52 por barril.

No início da sessão, os preços do petróleo chegaram perto de US$ 78 por barril, acompanhando o avanço dos mercados de ações após o Departamento de Trabalho dos EUA anunciar que a taxa de desemprego do país caiu para 10% em novembro, de 10,2% em outubro. O declínio reforçou a ideia de que há uma recuperação econômica em andamento que consequentemente trará uma retomada na demanda norte-americana por combustíveis e petróleo.

Apesar disso, a perspectiva de melhora nas condições econômicas também atraiu apostas de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) elevará as taxas de juro mais cedo do que o esperado. Isso deu impulso ao dólar, que sofria pressão recentemente devido ao ambiente de juro baixo dos EUA. A moeda chegou a tocar o maior nível em duas semanas ante o euro nesta sexta-feira. Como o petróleo é denominado em dólares, a apreciação da divisa torna a commodity mais cara para os detentores de outras moedas e isso tende a afastar os investidores do mercado.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), responsável pelo fornecimento de um terço dos barris da commodity consumidos em todo o mundo, provavelmente não alterará suas cotas de produção na reunião marcada para 22 de dezembro, em Angola. "No momento, acreditamos que o preço está OK. Está entre US$ 75 e US$ 80, perto da meta que estabelecemos", disse o ministro de petróleo da Arábia Saudita, Ali Naimi. As informações são da Dow Jones.

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