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Os contratos futuros do petróleo, negociados em Nova York e em Londres, operam em queda de aproximadamente 8%, com os investidores cedendo às preocupações com o potencial impacto de um desaquecimento na economia mundial sobre a demanda pela matéria-prima (commodity). Por volta das 12h30 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em abril caía 8,36%, para US$ 41,02 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com mesmo vencimento perdia 7,44%, para US$ 42,90 o barril.

Os mercados de petróleo já devolveram mais da metade dos ganhos obtidos na semana passada, atingidos pelos indicadores econômicos pouco promissores divulgados recentemente, entre eles a revisão em baixa dos dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no quarto trimestre do ano passado, que mostrou retração de mais de 6% na taxa anualizada. O dado pressionou os mercados de ações na última sexta-feira (dia 27) e ajudou a cristalizar a tendência de queda nos preços da commodity no início desta semana.

Os investidores também mostravam preocupação com a notícia de que o governo dos EUA terá de intervir novamente para auxiliar a seguradora norte-americana American International Group (AIG), que divulgou um prejuízo de US$ 61,7 bilhões no quarto trimestre do ano passado - o maior da história corporativa dos EUA.

"É difícil subir em meio a notícias como essa - é bastante desanimador", disse Gene McGillian, analista da Tradition Energy. "No entanto, quanto mais permanecermos acima dos US$ 40 o barril, mais testaremos alguns dos níveis mais altos do intervalo de US$ 35 a US$ 45 ao qual estamos presos."

Os operadores devem acompanhar na quarta-feira (dia 4) os dados sobre a posição dos estoques comerciais de petróleo dos EUA. A queda ou até mesmo um aumento menor do que o previsto nas reservas daria suporte aos preços e contribuiria para reforçar a influência do anúncio dos cortes de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre os movimentos do mercado. O grupo deve se reunir em Viena no próximo dia 15 e alguns dos países membros já afirmaram que há espaço para cortes adicionais na oferta. As informações são da Dow Jones.

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