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Ainda assim, o petróleo está 4,8% abaixo da máxima atingida no mês passado

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Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em forte alta nesta segunda-feira após o Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) divulgar que o índice de atividade dos gerentes de compra (PMI) industrial dos Estados Unidos veio melhor do que o esperado, em março. O indicador subiu para 53,4, quando a previsão era de 53,0.

O contrato mais negociado na Nymex, com entrega para maio, subiu US$ 2,21 (2,14%) e fechou a US$ 105,23 o barril. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent para maio ganhou US$ 2,55 (2,07%), fechando a US$ 125,43 o barril.

O petróleo, que iniciou a sessão em baixa, passou a subir após a divulgação do PMI, acompanhando também os ganhos dos mercados de ações. O complexo do petróleo também foi impulsionado pelos produtos refinados. O contrato de gasolina reformulada (RBOB) para maio subiu 2,2%, para US$ 3,3822 o galão. Já o contrato de óleo para calefação para maio avançou 2,5%, para US$ 3,2496 o galão. "O ímpeto do mercado hoje veio da gasolina", comentou Ray Carbone, presidente da Paramount Options.

Ainda assim, o petróleo está 4,8% abaixo da máxima atingida no mês passado. A retração se deu após EUA, Reino Unido e França começarem a discutir a liberação de reservas estratégicas para conter os preços. Além disso, autoridades da Arábia Saudita afirmaram que podem aumentar a produção para manter o mercado equilibrado.

Especuladores financeiros no mercado de petróleo também começaram a reduzir suas posições. Dados divulgados na sexta-feira pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) mostram que os gestores de recursos reduziram suas posições compradas longas em 2,6%, para o valor nocional de US$ 24,7 bilhões.

"É o primeiro dia do segundo trimestre. Parte da redução nas posições compradas observada na semana passada pode ter sido um ajuste de fim de trimestre, e esses investidores agora estão voltando", comentou Tim Evans, analista da Citi Futures Perspective. As informações são da Dow Jones.

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