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Nova York, 4 mai (EFE).- As companhias petrolíferas nacionais da América Latina enfrentam enormes requerimentos de investimento de capital e financiamento para aumentar sua produção de petróleo e gás conforme aumenta a demanda de energia, indicou hoje a agência de qualificação de riscos Moody's em um relatório dedicados aos investidores.

Nova York, 4 mai (EFE).- As companhias petrolíferas nacionais da América Latina enfrentam enormes requerimentos de investimento de capital e financiamento para aumentar sua produção de petróleo e gás conforme aumenta a demanda de energia, indicou hoje a agência de qualificação de riscos Moody's em um relatório dedicados aos investidores. O vice-presidente da empresa, Thomas Coleman, disse no documento que as diferentes petrolíferas latino-americanas aumentaram os investimentos nos últimos anos "motivadas pelos maiores preços do petróleo, as grandes descobertas recentes de petróleo e gás e a necessidade de reverter a redução de reservas e produção local". O analista também assinalou que perante o aumento dos preços do petróleo que poderiam acontecer este ano, "é provável que as companhias nacionais invistam maiores níveis de recursos e gerem fluxos de efetivo negativo em 2010 e em adiante". "Estas companhias precisarão de acesso aos mercados de capital e deverão alinhar suas distintas fontes de renda como bancos, relações bilaterais e agências de crédito para exportação, de maneira que consigam cobrir suas necessidades de financiamento e estratégias a longo prazo," disse Coleman. Ele destacou, no entanto, que as quatro maiores companhias nacionais da região latino-americana, a Petrobras (Brasil), Ecopetrol (Colômbia), Pemex (México) e PDVSA (Venezuela) têm bases de recursos diferentes, modelos de desenvolvimento e marcos políticos que representam uma série de dificuldades para cada uma delas. O especialista acredita que a "Petrobras e a Ecopetrol são as melhor posicionadas para seguir adiante com seus programas de capital e planos de crescimento". "Embora seus modelos de desenvolvimento ainda estejam em evolução, mesmo assim podem atrair tecnologia e capital privado para ajudar a desenvolver seus setores energéticos", explicou Coleman. Assinalou também que, em contraste, a Pemex e a PDVSA, com os recursos de hidrocarbonetos mais prolíficos da região, "têm uma grande carga impositiva para solver as necessidades fiscais e planos sociais de seus Governos". Acrescentou que de forma adicional, "os preços do petróleo representam um risco chave para as duas companhias". O especialista da Moody's afirmou que "se os preços do petróleo caem em categorias inferiores, as duas companhias enfrentariam requerimentos crescentes de capital e um potencial aumentos dos riscos e acesso restringido ao capital externo". EFE emm/pb

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