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O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, comentou hoje sobre possíveis dificuldades criadas pelos Estados Unidos para a Petrobras devido aos negócios da companhia brasileira no Irã. Amorim disse que existem leis nos Estados Unidos que dificultam que companhias com operações naquele país tenham negócios "acima de certo limite".

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, comentou hoje sobre possíveis dificuldades criadas pelos Estados Unidos para a Petrobras devido aos negócios da companhia brasileira no Irã. Amorim disse que existem leis nos Estados Unidos que dificultam que companhias com operações naquele país tenham negócios "acima de certo limite". "São leis unilaterais, que não apreciamos, mas a empresa terá de fazer seu julgamento", afirmou Amorim, referindo-se à Petrobras, sem citar o nome da estatal, em resposta à pergunta de um jornalista.

Amorim ressaltou que "o Brasil não segue sanções impostas por qualquer país, seja Estados Unidos, seja União Europeia". Segundo o chanceler, o Brasil segue as Nações Unidas. "Mas, neste caso, aí caberá à empresa fazer seu julgamento", repetiu.

O ministro disse ainda que, durante contatos com os iranianos, surgiram ideias e possíveis propostas "que permitam que deem uma chance ao diálogo" em relação à situação de Teerã perante a comunidade internacional, por causa do programa nuclear iraniano. Segundo Amorim, é possível que essas ideias não funcionem, mas ele se declarou um otimista e afirmou que sempre espera que o diálogo continue. Amorim admitiu que o tema deve ser tratado em reunião em Brasília entre os BRIC-IBAS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

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