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RIO - A Petrobras espera concluir em até três meses a análise dos dados das perfurações realizadas no bloco de Tusan, situado em águas profundas do Golfo Pérsico, no litoral do Irã. De acordo com o diretor da área internacional da companhia, Jorge Luiz Zelada, há indícios de hidrocarbonetos nas amostras tiradas da região, mas qualquer confirmação sobre a comercialização ainda depende de análises adicionais.

De acordo com o executivo, a companhia realizou também avaliações em um bloco no Mar Cáspio, mas este não se mostrou viável e foi descartado.

A Petrobras assinou o contrato para realizar a perfuração no bloco de Tusan em 2004 e, segundo Zelada, investiu US$ 100 milhões até o momento na região. O executivo frisou que até o momento não houve discussão sobre o modelo de parceria com o Irã, que poderá ser adotado caso se confirme a comercialidade do óleo de Tusan. Atualmente, o país do Oriente Médio adota o modelo de prestação de serviços para empresas estrangeiras que atuam no país, modelagem na qual a Petrobras não atua.

"Fechamos um compromisso para fazermos a perfuração e não sentamos à mesa para discutir qualquer outro passo no futuro", afirmou Zelada, acrescentando que há a possibilidade de a empresa ser minoritária no bloco.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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