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O diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, confirmou ontem que a emissão de bônus feita pela estatal no mercado internacional, no valor de US$ 1,5 bilhão, servirá para alongar parte do empréstimo-ponte feito junto a um grupo de bancos nacionais. Em entrevista exclusiva ao Estado, Barbassa afirmou que a operação faz parte da estratégia da empresa de emissão de bônus para substituir a totalidade desse empréstimo-ponte obtido.

Segundo ele, o valor total do financiamento, obtido com prazo de dois anos, é de US$ 6 bilhões e não de US$ 5 bilhões como vinha sendo divulgado desde o anúncio do plano de negócios da companhia para o período entre 2009 e 2013. Assim, restam outros US$ 4,5 bilhões. A empresa informou ontem que o plano estratégico não prevê nenhuma emissão de ações para custear os investimentos.

"Tivemos a operação (de emissão de bônus). Foi uma operação boa e gostamos muito dela", disse, lembrando que com o maior prazo de 10 anos, uma parte da dívida da estatal fica alongada, e permite maior "folga". A taxa de retorno ao investidor ficou em 8,125% ao ano e o vencimento será em 15 de março de 2019. Os títulos de dívida sênior não subordinada foram subscritos pelo HSBC, JPMorgan e Santander. O recebimento dos recursos está previsto para 11 de fevereiro.

Barbassa disse que as condições foram "boas" e lembrou que estão em melhor nível do que as negociadas pela estatal mexicana Pemex em captação recente.

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