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Destaques no Brasil serão finanças, seguro e imobiliário, construção, serviços e transportes

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Os setores de finanças, seguro e imobiliário, construção, serviços e transportes devem ser as estrelas do emprego no Brasil nos próximos três meses, segundo pesquisa de uma consultoria de recursos humanos divulgada nesta terça-feira. 

De acordo com o Panorama Global do Emprego da Manpower, que realizou uma comparação internacional entre 39 países e territórios, mais de quatro em cada dez empregadores brasileiros (41%) preveem um aumento no seu quadro de funcionários entre julho e setembro.

Outros 4% prevêem redução em seus quadros, o que resulta em um saldo líquido de 37% das intenções de contratação.

É a maior intenção de criação de empregos nas Américas e o terceira no mundo. Apenas na Índia e em Taiwan, onde o saldo de intenções de contratar é de 47% e 39%, respectivamente, os empregadores mostraram mais desejo de contratar.

Na Índia, segundo a pesquisa indicou, o emprego nos próximos três meses será puxado pelos setores de serviços, comércio – tanto de atacado quanto de varejo –, financeiro, construção e mineração.

Já em Taiwan os setores que mais apresentam demanda por mão de obra são o manufatureiro, finanças, seguros e imobiliário.

No Brasil, os maiores saldos de intenção de contratações foram registrados no setor de finanças, seguro e imobiliário (58%), construção (47%), serviços (45%) e transportes e serviços públicos (43%).

"A crescente escassez de competências irá afetar praticamente todos os setores e todas as economias”, disse o presidente do grupo Manpower, Jeffrey Joerres.

“Empresas, educadores e governos devem colaborar para encontrar formas inovadoras de alinhar aprendizagem e desenvolvimento humano às necessidades de negócio.”

Carência de mão de obra

No mês passado, outra pesquisa da Manpower mostrou que 57% dos empregadores brasileiros estão com dificuldades para preencher postos de trabalho, sobretudo em áreas de empregos técnicos, engenharia e em funções como motorista, operário e operador de produção.

É um dos maiores percentuais de carência de mão de obra do mundo, atrás apenas dos níveis do Japão, onde as próprias dificuldades demográficas colocam pressão sobre a economia, e a Índia.

“Os empregadores brasileiros estão vivenciando um ambiente de negócio próspero, e o principal desafio no próximo trimestre é encontrar as pessoas certas com as habilidades certas”, disse o chefe da Manpower para o Brasil, Riccardo Barberis.

Por outro lado, nas áreas de agricultura, pesca e mineração (31%), administração pública e educação (28%), comércio varejista e atacadista (28%) e indústria (23%), o otimismo em relação às contratações é menor que na média geral da economia brasileira.

Entre os países desenvolvidos, o otimismo em relação às contratações para o próximo trimestre foi maior no Canadá (saldo de 22%), na Alemanha (saldo de 14%), e na Suécia e nos EUA (saldo de 12%).

Foram ouvidos 63 mil empregadores em 39 países e territórios. No Brasil, a pesquisa ouviu 850 empresas.

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