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Segundo pesquisa do Ipea, expectativa dos agentes sobre a evolução de preços no País passou para moderamente pessimista em maio

A expectativa dos agentes internacionais sobre a evolução da inflação brasileira passou de neutra a moderadamente pessimista ou desfavorável em maio, segundo a pesquisa "Monitor de Percepção Internacional do Brasil", realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com 170 entidades internacionais que atuam no país.

Na pergunta sobre como a taxa de inflação ficará nos próximos 12 meses, o índice passou de -10 em fevereiro para -24 em maio. A resposta mais comum foi uma taxa em torno de 5,5%. O zero é o ponto neutro, enquanto somatórias acima dele são consideradas otimistas e abaixo pessimistas.

Em maio, o Ipea também levantou uma avaliação da estratégia de combate à inflação adotada pelo Banco Central. Apenas 11% mostraram-se de acordo e julgaram que ela é bem sucedida no combate a pressões inflacionárias.

Para 76%, a estratégia está correta, mas o efeito é limitado pela natureza de parte das pressões inflacionárias, que vêm da alta internacional das commodities. Para 13%, a política está equivocada. Em média, os entrevistados consideraram que há probabilidade de 57% da inflação ficar, em 2012, acima da meta de 4,5%.

O índice agregado das perguntas sobre economia continua no campo otimista, mas cai desde outubro, quando ficou em +27. Em fevereiro, foi de + 8 e, em maio, caiu para +4. O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, prefere não falar em deterioração das expectativas.

"O grau de euforia pelo contexto do segundo semestre do ano sofre agora certa acomodação, em um aguardo da definição de como o governo conduz a desaceleração do crescimento, a inflação e o jogo político", diz.

Dentre as entidades internacionais sondadas pelo Ipea estão embaixadas e consulados (22%), câmaras de comércio (20%), organizações multilaterais (10%) e empresas de controle estrangeiro (48%).

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