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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA recuam na semana passada

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram na semana passada, mas não o suficiente para aplacar os temores de recuperação do mercado de trabalho.

Pedidos iniciais do auxílio caíram em 6 mil na semana passada, para uma taxa anualizada de 422 mil, informou o Departamento de Trabalho informou nesta quinta-feira. A expectativa de economistas de uma queda para 415 mil.

O pequeno declínio nos pedidos está em sintonia com outros dados que vão de consumo à produção, indicando que a economia tem adotado um tom definitivamente fraco no momento em que o Federal Reserve está perto de encerrar seu programa de compra de 600 bilhões de dólares em bônus no final do do mês.

Embora economistas independentes e autoridades do Fed continuam a ver a fraqueza recente como transitória, preocupações de uma desaceleração prolongada estão crescendo.

O governo deve apresentar na sexta-feira um relatório mostrando que os empregadores contrataram 150 mil no mês passado, segundo uma pesquisa da Reuters, após geração de 244 mil vagas em abril.

"Todas as indicações que tivemos até agora apontam para uma ligeira queda do mercado de trabalho nos EUA ", disse Camilla Sutton, estrategista-chefe de câmbio da Scotia Capital, em Toronto.

Há um risco de que folhas de pagamento de maio venham abaixo do consenso após um relatório do mercado de trabalho da ADP informar que os empregadores privados contrataram apenas 38 mil mês passado, o menor número desde setembro.

Num segundo relatório, o Departamento de Trabalho informou que a produtividade não-agrícola cresceu a uma taxa anual de 1,8 por cento no primeiro trimestre, um pouco mais rápido que o esperado, ante 1,6 por cento reportado anteriormente. A produtividade foi ainda mais lenta que o ritmo de 2,9 por cento registrado no quarto trimestre.

O crescimento salarial permaneceu parado, com custos unitários do trabalho aumentando a uma taxa de 0,7 por cento. menos que o crescimento previamente estimado, de 1por cento. Custos unitários do trabalho caíram a uma taxa de 2,8 por cento no quarto trimestre.

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