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Petrobras e PDVSA planejam ir ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na próxima semana para pedir a inclusão da venezuelana no contrato de financiamento de R$ 9,8 bilhões para a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Segundo a estatal brasileira, a PDVSA terá de apresentar garantias para 40% do valor, fatia equivalente à sua participação no negócio.

A direção da Petrobras assinou ontem cinco contratos, no valor de R$ 8,9 bilhões, para a obra, que é alvo de investigações de superfaturamento pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo o diretor de abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, novas negociações permitiram uma economia de R$ 6,7 bilhões com relação aos preços apresentados originalmente.

“Não existe superfaturamento, existem interpretações diferentes (sobre os custos das obras)”, defendeu Costa, enquanto anunciava a redução dos custos a jornalistas. A obra está orçada em R$ 23 bilhões, mas, segundo o executivo, poderia chegar a R$ 30 bilhões caso a empresa não decidisse rever as licitações. “Sempre dissemos que não faríamos a qualquer custo”, disse.

A cerimônia de assinatura dos contratos teve a presença do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) - que comemorou a geração de 12 mil empregos durante as obras -, mas não contou com representantes da PDVSA, com quem a Petrobras teve uma série de atritos durante as negociações. No mês passado, finalmente, as duas partes assinaram um acordo de conclusão das negociações, que dá à venezuelana 40% do projeto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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