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SÃO PAULO - A PDG Realty está próxima de fechar a aquisição de 50% da empresa de pré-moldados Jet Casa, sediada em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, informou o presidente da companhia, José Antonio Grabowsky, durante teleconferência com analistas. O executivo enfatizou a importância dessa compra. "Já trabalhávamos com a Jet Casa.

A Goldfarb é hoje sua principal cliente. Pretendemos comprar um pedaço da empresa, para termos um maior controle sobre sua atividade. Desta forma, resolvemos gargalos estruturais, verticalizando as operações o máximo possível", explicou. Grabowsky acrescentou que deseja ser sócio da Jet Casa, para "garantir a exclusividade do atendimento da empresa de pré-moldados para a PDG". A PDG quer intensificar a oferta de casas voltadas ao segmento econômico. Segundo o executivo, o método de construção da Jet Casa utiliza o "tijolo mais simples e barato possível e que, ao mesmo tempo, oferece maior conforto térmico do que o pré-moldado de concreto, sendo ideal para casas de até dois andares, mas não servindo para prédios". "Acreditamos que é o melhor método de construção. Com ele, temos feito muita coisa no Centro-Oeste. Contamos com uma unidade em Goiânia e outra em Cuiabá. Temos ainda uma unidade em Campinas. Essas fábricas atingiram nossas metas, com uma produção de peças de até três casas por dia. É um método impressionante." Além do ganho de escala, o executivo estima que a aquisição trará uma redução no custo da mão-de-obra entre 20% e 30%. "Nossos produtos mais baratos são feitos com essa tecnologia. Com ela, conseguimos oferecer casas térreas que custam entre R$ 80 mil e R$ 100 mil. E não há nenhuma reprovação junto à Caixa Econômica Federal desse método construtivo", disse. "Estamos levando a tecnologia também para o Rio de Janeiro e para Campo Grande", acrescentou. O plano da companhia é construir cerca de 10 mil casas utilizando o sistema construtivo neste ano. Em 2009, foram construídas 2,5 mil unidades com os pré-moldados da Jet Casa. Durante a teleconferência, Grabowsky ressaltou também a joint venture que a PDG criou com a LN, empresa que atua em Curitiba e no Paraná. "É uma empresa com a qual já fechávamos parcerias projeto a projeto e estávamos indo muito bem. Estamos finalizando negociações para uma joint venture na qual a PDG deterá 80% e a LN, 20%. Porém, a negociação pode evoluir para uma aquisição completa, via troca de ações". Com isso, a PDG pretende intensificar a atuação no segmento "classe média média", nas palavras de Grabowsky. Isso porque, segundo ele, a Goldfarb já atua na região, no segmento classe média baixa. "Há uma demanda muito boa da classe média média na região, segmento no qual a LN é focada. A joint venture reforça nosso foco nas classes B e C no Brasil." (Karin Sato | Valor)

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