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SÃO PAULO - A empresa portuguesa de petróleo Partex trabalha para fechar ainda este mês a declaração de comercialidade dos blocos em que é operadora na bacia potiguar, no Rio Grande do Norte. A companhia realiza há dois anos testes de longa duração (TLDs) em cinco áreas terrestres em que a Petrobras tem participação de 50%.

O diretor gerente da Partex no Brasil, Alvaro Ribeiro, se mostrou otimista em relação à possibilidade de a declaração de comercialidade ser feita na Agência Nacional do Petróleo (ANP) até a semana que vem.

"A declaração ainda está no forno, mas há uma boa possibilidade de que aconteça", afirmou Ribeiro, que participou do 15º Latin Oil Week, no Rio de janeiro.

O executivo frisou que a estratégia para a venda do óleo produzido nos blocos terrestres da bacia potiguar permanecerá a mesma dos últimos dois anos, quando começaram os TLDs. A empresa vende sua fatia na produção para a Petrobras, de acordo com contratos que têm como referência o preço do barril do petróleo do tipo Brent.

Além dos campos em que opera no Rio Grande do Norte - cinco em fase de TLD e mais dois adquiridos na 10ª Rodada de Licitações da ANP, no ano passado - a Partex tem participação de 10% no Bloco BM-S-10, no pré-sal da Bacia de Santos, tendo Petrobras e BG como sócias; 15% no bloco BM-SEAL-9 na Bacia Sergipe-Alagoas, também em sociedade com a Petrobras; 50% nos blocos terrestres BT-ES-14 e BT-ES-34 no Espírito Santos, ambos operados pela Petrobras.

Ribeiro destacou que uma das dificuldades encontradas pela empresa está no bloco marítimo da bacia Sergipe-Alagoas. Segundo ele, a área operada pela Petrobras enfrenta a demora no recebimento de licenças ambientais, uma vez que a região fica próxima da costa. O executivo disse que o bloco pode demorar um pouco mais para entrar em operação, mas o cronograma de desenvolvimento continuará sendo perseguido.

"É mais difícil conseguir licenças ali do que no pré-sal, que fica bem mais longe da costa", acrescentou Ribeiro.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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