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Grécia vive segundo dia de confrontos violentos nesta quarta-feira; manifestantes são contrários à aprovação de pacote de cortes

Em meio a protestos violentos, o Parlamento grego começa a votar o impopular plano de austeridade fiscal que pode evitar a quebra do país.

O pacote de austeridade inclui cortes de gastos, aumentos de impostos e privatizações e é condição para que o país receba ajuda externa de 78 bilhões de euros até 2015. O objetivo é reduzir o enorme déficit fiscal e tornar sustentável a dívida grega, que supera 355 bilhões de euros.

As forças antidistúrbios gregas lançaram gás lacrimogêneo ao redor do Parlamento grego para dispersar manifestantes que tentavam bloquear a entrada do Parlamento.

Começaram a chegar à praça milhares de pessoas neste segundo dia de protestos dentro da greve geral contra o programa de ajuste que prevê alta de impostos e cortes nos gastos públicos. Dois dos manifestantes que tentavam evitar a chegada dos deputados ficaram feridos na repressão policial.

Milhares de policiais isolaram hoje os arredores do Parlamento para proteger o edifício e produziram um corredor de segurança para os deputados, mas isso não evitou que a sessão desta quarta-feira começasse com atraso pelas dificuldades dos legisladores para aceder ao edifício.

Outras equipes policiais estão desdobradas em pontos próximos à praça, desde onde tentam identificar manifestantes radicais e manter livres as ruas de acesso à Câmara.

O centro da capital grega apresenta um aspecto de devastação, já que os serviços municipais de limpeza, em greve, não recolheram os destroços causados ontem nos enfrentamentos entre grupos radicais e a Polícia. Ainda hoje se pode sentir o cheiro de queimado dos contêineres, o que junto a vitrines destruídas e pedras espalhadas pelo centro oferecem uma imagem desoladora.

O voto sobre o programa de ajuste é crucial para que Grécia possa continuar recebendo ajuda financeira internacional da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Dezenas de pessoas ficaram feridas ontem nos enfrentamentos entre a polícia e os manifestantes que protestavam contra as impopulares medidas de austeridade e privatizações no valor de 78 bilhões de euros.

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