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BRASÍLIA - Depois de cair em junho, a participação de estrangeiros na dívida pública interna brasileira em títulos voltou a subir em julho, saindo de 11,11% para 11,64% do estoque de R$ 1,659 trilhão, informou o Tesouro Nacional

BRASÍLIA - Depois de cair em junho, a participação de estrangeiros na dívida pública interna brasileira em títulos voltou a subir em julho, saindo de 11,11% para 11,64% do estoque de R$ 1,659 trilhão, informou o Tesouro Nacional. A parcela de não residentes vem sofrendo oscilações desde o fim de 2010, quando o governo colocou barreiras na entrada de aplicações em títulos de renda fixa, tributando com alíquota de 6% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A justificativa oficial foi tentar reduzir a instabilidade da taxa de câmbio, decorrente da enxurrada de dólares ao país. Em relatório, o Tesouro informa que os maiores detentores da dívida pública mobiliária federal interna são as instituições financeiras, cuja participação foi reduzida em julho, de 31,72% para 29,87%, ou R$ 495,76 bilhões. Essa mudança foi favorável aos fundos de pensão, que ampliaram a fatia de 15,29% para 16,06%, ou R$ 266,55 bilhões. Os fundos de investimento também ampliaram suas carteiras de títulos públicos, de 25,01% para 25,60%, somando R$ 424,85 bilhões.Mas caiu a participação do governo (que engloba recursos administrados pela União como o fundo soberano, FGTS, FAT, fundos extramercado e fundos garantidores), que detinha 9,61% e passou a 9,27%, ou R$ 153,92 bilhões, no mês passado.O restante dos títulos federais em mercado está em poder de investidores institucionais, como seguradoras, equivalente a 4,21% do total, e 3,36% na categoria "outros", como pessoas físicas. (Azelma Rodrigues/Valor)