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Assunção, 4 mai (EFE).- O Governo paraguaio anunciou hoje que a construção de um cabo elétrico da hidroelétrica de Itaipu no lado do seu país será financiada pelo Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).

Assunção, 4 mai (EFE).- O Governo paraguaio anunciou hoje que a construção de um cabo elétrico da hidroelétrica de Itaipu no lado do seu país será financiada pelo Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). O chanceler paraguaio, Héctor Lacognata, fez o anúncio um dia depois de se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o líder paraguaio, Fernando Lugo, em Ponta Porã (MS), na fronteira com o Paraguai. Os governantes analisaram a nova proposta do Brasil de financiar através do Focem a linha de transmissão de 500 quilowatts entre Itaipu e Villa Hayes, localidade paraguaia da região do Chaco, próxima a Assunção. A proposta foi considerada pelos meios de comunicação "uma armadilha" e um "engano" para o Paraguai, ideia apoiada pelo deputado opositor Carlos Costumar, que disse que Lula "vinha nos enganar mais uma vez". A nova proposta foi uma contrapartida de um compromisso estipulado em um acordo feito entre Lula e Lugo no dia 25 de julho do ano passado em Assunção e que segue pendente de aprovação no Congresso. Lacognata explicou que o possível financiamento foi analisado através de outras propostas. A primeira, como uma doação do Brasil que requer aprovação legislativa e a segunda, através de um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do Brasil, que dependia de uma contrapartida. Quanto à ajuda do Focem, detalhou que este organismo do Mercosul, formado pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, "tem duas modalidades de contribuição, uma de caráter obrigatório com uma percentagem determinada e outra voluntária". "São estas contribuições voluntárias que vão ser utilizadas para a construção da linha de transmissão. Isto não segue o trâmite administrativo habitual e tem a facilidade do país doador poder escolher o projeto", explicou Lacognata. O custo dessas obras é de US$ 400 milhões e elas devem estar prontas em dezembro de 2012, segundo o ministro, que lembrou que o Paraguai "usa 5% de sua cota em Itaipu" e disse que seu país não tem "condições de infraestrutura para usar o resto da eletricidade" que lhe corresponde. Em declaração conjunta assinada por Lula e Lugo no dia 25 de julho de 2009 em Assunção, o Governo brasileiro também tinha se comprometido a triplicar as compensações recebidas pelo Paraguai pela cessão da energia que não consome em Itaipu. Mas essa e outras concessões, como a possibilidade de que o Paraguai negocie diretamente a energia no sistema elétrico brasileiro, ficaram submissas à aprovação do Congresso brasileiro, por isso que Lula disse ontem "nem o presidente do Brasil nem o presidente do Paraguai dispõem" nesse momento. EFE rg/pb

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