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A Vale informou hoje que a relação entre oferta e demanda no mercado de minério de ferro continuará apertada nos próximos seis meses, beneficiando os negócios da companhia. De acordo com o diretor executivo de ferrosos da Vale, José Carlos Martins, a capacidade adicional prevista para entrar no mercado nos próximos anos vem da própria companhia.

A Vale informou hoje que a relação entre oferta e demanda no mercado de minério de ferro continuará apertada nos próximos seis meses, beneficiando os negócios da companhia. De acordo com o diretor executivo de ferrosos da Vale, José Carlos Martins, a capacidade adicional prevista para entrar no mercado nos próximos anos vem da própria companhia. "Os projetos de outras empresas que entraram no mercado nos últimos dois anos já estão praticamente em plena capacidade", disse, em teleconferência com analistas. Segundo ele, a oferta de minério de ferro produzido na China, seu principal mercado consumidor, também não deve crescer, devido a restrições ambientais e à baixa concentração do minério local. "Na China, o aumento da oferta local é restrito, enquanto a demanda cresce", afirmou. Na ¿?ndia, outro importante exportador do insumo, a previsão é de que os embarques diminuam daqui a três meses, quando começa a estação de monções, com chuvas. De acordo com Martins, a demanda da indústria no Ocidente também está em recuperação, inclusive na União Europeia e na América do Norte. Com isso, estas regiões tendem a reduzir suas exportações para atender os mercados locais. Carajás A expansão da Vale em Carajás, inicialmente prevista para 10 milhões de toneladas adicionais, foi ampliada para 20 milhões de toneladas. Segundo informou Martins, o plano inicial era fazer uma expansão de 30 milhões de toneladas em uma nova área, mas devido à demora para obtenção de licenças ambientais, a empresa optou por reforçar a produção em uma área já explorada. Martins disse que a Vale está processando o minério a seco, com uma nova tecnologia, que permite menos utilização de água e o uso de uma área menor. Com isso, a intenção da companhia é ampliar o projeto de 30 milhões de toneladas em uma nova área para 40 milhões de toneladas no futuro. "O procedimento é melhor no aspecto ambiental e também é mais rápido", explicou em teleconferência com analistas. Segundo ele, o processo também será utilizado em Simandou, projeto recém-adquirido pela empresa na Guiné.

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