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Bogotá, 7 nov (EFE).- O crescimento econômico de 2,5% que o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou para a América Latina em 2009 não significa uma recessão, disse hoje em Bogotá o chefe de Divisão do Departamento do Hemisfério Ocidental da entidade, Benedict Clements.

"É claramente uma queda, mas esperamos que haja alguma recuperação em 2010", afirmou Clements, líder de uma missão do FMI que terminou hoje uma visita de supervisão de uma semana e meia ao país.

Clements reconheceu que o crescimento econômico que terá América Latina em 2009 "será menos robusto", mas observou que será superior ao previsto para todo mundo.

O FMI informou na quinta-feira em Washington sua nova projeção global de crescimento para o próximo ano, que será de 2,2%, inferior em 0,08 ponto à qual a instituição multilateral tinha feito há poucas semanas.

A mesma entidade a calculou em 2,5 para a América Latina.

Clements ressaltou que "esse crescimento da América Latina, de 2,5%, não significa uma recessão".

Segundo ele, os países da região, como a Colômbia, sofrem ou sofrerão os efeitos do enfraquecimento do crescimento econômico de parceiros comerciais importantes, devido à atual crise financeira internacional.

É um fenômeno que também gera "uma queda substancial nos preços dos produtos básicos", disse Clements. EFE jgh/rr

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