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Segundo a agência, o banco desempenha um papel "fundamental" no desenvolvimento econômico do País

Na contramão de algumas críticas sobre a hegemonia da participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos financiamentos de longo prazo, a Fitch Ratings divulgou nesta quarta-feira um relatório favorável à atuação da instituição de fomento.

"A Fitch geralmente vê a presença do BNDES na estrutura de capital (de empresas) como um fator de crédito positivo", assinala a agência de classificação de risco, após comentar que o banco ainda desempenha um papel "fundamental" no desenvolvimento econômico do país.

Para a Fitch, a tendência de desaceleração dos empréstimos do BNDES no curto e médio prazo somada à possibilidade de o banco vender participações em algumas empresas - como forma de aumentar sua capacidade de financiamento - podem ter implicações negativas para algumas companhias altamente dependentes do funding da instituição de fomento.

A agência cita ainda que o BNDES tende a diminuir o volume médio de seus empréstimos, no sentido de atender a um número maior de empresas. Segundo a Fitch, desde 2005, as companhias que têm o BNDES em sua estrutura de capital tiveram boa avaliação de crédito, enquanto apenas 8% das empresas que receberam empréstimos do banco tiveram notas de risco de crédito rebaixadas no período.

O BNDES, informa a agência, ampliou os empréstimos para 47 das 82 corporações avaliadas no Brasil, além de assumir uma participação societária em 16 delas. Conforme a Fitch, a presença do BNDES como provedor de empréstimos é considerada na avaliação de aproximadamente 70% das 47 companhias que receberam apoio do banco. Isso se deve à magnitude dos financiamentos a esses grupos.

A atuação do BNDES, apesar de ser apoiada por setores produtivos, tem sido questionada por alguns analistas. Em agosto do ano passado, a revista britânica The Economist criticou a transparência nos processos de liberação dos empréstimos do banco, além de tecer críticas sobre o rápido crescimento dos desembolsos, as relações políticas da instituição e a concentração dos financiamentos a grandes empresas.

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