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Ex-ministro alerta para o risco de desindustrialização e está cético quanto à redução expressiva dos impostos no Brasil

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O economista e ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto, afirmou hoje que o Brasil corre o risco de desindustrialização devido à perda de competitividade frente a produtos importados. "A indústria de transformação brasileira só cresceu 0,1% porque os empresários não compareceram ao trabalho", disse, ironicamente.

Ex-ministro afirma:
AE
Ex-ministro afirma: "A indústria de transformação do Brasil está sendo depenada."
As declarações do ex-ministro foram feitas após debate sobre possíveis mudanças na remuneração da caderneta de poupança , realizado na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na capital paulista.

No evento, Delfim Netto alertou que o parque industrial brasileiro precisa ganhar competitividade a partir de reformas estruturais. A discussão, segundo ele, não se limita a discutir a redução da taxa de juros. Uma delas, por exemplo, é a alta carga tributária do País.

O ex-ministro, no entanto, se mostrou cético quanto à redução expressiva dos impostos. "É um sonho da gente achar que o Brasil vai baixar sua carga tributária", afirmou. "A Constituição do Brasil tem um objetivo quase utópico: saúde e educação universais e gratuitas. Isso significa dar igualdade e oportunidade a todo cidadão e isso exige impostos mais altos." A solução, disse o ex-ministro Delfim Netto, está no aumento da eficiência nos gastos públicos.

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