Palmito terá selo de qualidade
Os produtores de palmito sofrem com uma praga de difícil controle: os comerciantes ilegais. Os piratas respondem por 80% do mercado, que movimenta R$ 1,5 bilhão por ano, e sobrevivem da venda ilegal, especialmente da espécie juçara, em extinção. Para enfrentar essa realidade, os 20% dos produtores que trabalham na legalidade resolveram reagir. A partir daí, surgiu o projeto Palmito Seguro. A principal bandeira do grupo, formado por especialistas e acadêmicos, é criar um selo de qualidade, nos moldes do da Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café), que credencia as marcas vendidas no varejo. A ideia é de que o selo comece a ser impresso nas embalagens de palmito até o final do ano. "Há uma resistência do consumidor em comprar palmito, justamente por não saber da sua origem", diz Khalil Yepes Hojeije, controlador da Palmito Floresta, de Juquiá (SP).