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Segundo príncipe saudita e ex-embaixador, Tuki al Faisal, emergentes esperarão uma contrapartida de autoridade monetária

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A Arábia Saudita e outros países emergentes prósperos vão querer uma maior influência nos afazeres do Fundo Monetário Internacional (FMI) em troca de uma contribuição para os novos recursos do fundo para as nações europeias atingidas pela crise financeira, afirmou o príncipe Turki al Faisal, membro da família real saudita.

O príncipe, que foi embaixador saudita nos EUA, afirmou que está claro que o FMI provavelmente vai precisar de recursos adicionais da Arábia Saudita, China e Índia para ajudar os países europeus e outros que estão enfrentando dificuldades econômicas. No entanto, "grandes nações em desenvolvimento não vão concordar em fornecer recursos sem ter uma maior voz nos afazeres do FMI", disse o príncipe em um discurso no Fórum de Competitividade Global, em Riad, Arábia Saudita.

Na semana passada, o FMI informou que busca cerca de US$ 500 bilhões em capacidade de empréstimos adicional para ajudar a combater os efeitos da crise de dívida da Europa. Os membros da zona do euro contribuiriam com cerca de US$ 200 bilhões e o FMI espera que o restante venha de países como China, Brasil, Índia e outras economias emergentes.

O príncipe Turki não quis dizer após o discurso se a Arábia Saudita contribuiria para o FMI. Não ficou claro se as declarações contidas no discurso refletem o pensamento oficial do governo saudita. Além de ex-embaixador, o príncipe também foi diretor do serviço de inteligência de seu país no passado. As informações são da Dow Jones.

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