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Resultado foi 23,5% menor que o registrado em 2010, quando teve sua maior média histórica de criação de empregos

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O Ministério do Trabalho informou hoje que o saldo líquido de empregos com carteira assinada no País caiu 408.172 em dezembro de 2011. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no acumulado do ano passado, o saldo foi de criação de 1.944.560 vagas formais. No total, resultado é 23,5% menor do que o visto em 2010.

O resultado de dezembro ficou dentro do intervalo previsto pelos analistas, de perda de 341 mil a 482 mil postos, e ficou pior que a mediana, negativa em 398 mil. A meta do Ministério do Trabalho no início do ano passado era de geração de 3 milhões de postos, 500 mil a mais do que em 2010. Naquele ano, o governo anunciou a criação de 2,5 milhões de vagas.

Ao longo do ano, o então ministro Carlos Lupi reduziu a projeção para 2,5 milhões e, em seguida, para algo mais próximo de 2,3 milhões. A meta do governo considera, além do Caged, também as informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que inclui os dados dos empregos públicos, mas que serão conhecidos só em meados do primeiro semestre deste ano.

Considerando o saldo de emprego com a Rais, 2010 foi recorde histórico de geração de vagas, um total de 2,86 milhões de novos postos. No ano anterior, o saldo havia ficado em 1,76 milhão e, em 2008, em 1,83 milhão. Em 2007, o saldo foi de 2,45 milhões - até então, o melhor da série histórica.

Segundo melhor da série

O resultado da geração de empregos em 2011 é o segundo maior da série histórica do Caged . Desde o início do governo Lula (2003), conforme informou o Ministério do Trabalho, o Brasil contou com 17,3 milhões de novas vagas. Esse dado já considera os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que abrange os trabalhadores com carteira assinada, além de servidores públicos federais, estaduais e municipais.

Pelos números divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho, é possível afirmar que dezembro não fugiu à regra em 2011 para o mercado de trabalho formal, dispensando mais empregados do que contratando. A queda do nível de emprego no mês passado foi generalizada em todos os Estados, regiões do País e setores de atividade.

O Ministério ainda destacou destacou que dos 25 subsetores analisados, apenas em três houve elevação do nível de emprego: instituições financeiras (1.855 postos líquidos), serviços médicos e odontológicos (1.370 vagas) e extrativa mineral (64 vagas). As maiores quedas do emprego em dezembro foram registradas nas áreas da indústria de transformação (-146.004 postos), nos serviços (-84.096 vagas), na construção civil (-77.479 postos) e na agricultura (-74.082 postos).

O recuo do nível de emprego também foi observado em todas as regiões do País, conforme o Ministério do Trabalho: Sudeste (-212.479 postos), Sul (-82.144 vagas), Centro-Oeste (-52.446 vagas), Nordeste (-41.078 postos) e Norte (-20.025 vagas). A queda foi generalizada por todos os Estados e o Distrito Federal. Entre os destaques de maiores perdas estão São Paulo (-144.031) e Minas Gerais (-51.493).

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