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BRASÍLIA - O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deve injetar recursos em 2009 equivalentes a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), volume superior ao montante de 1% do PIB dispendido em 2008. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, somente os investimentos da Petrobras devem somar 1,4% do PIB ante 1,1% do PIB em 2008.

Em balanço do PAC iniciado há pouco no Palácio do Planalto, as aplicações previstas para o biênio 2009-2010 são da ordem de R$ 142,1 bilhões. Entre 2007 e 2008, foram aplicados R$ 48 bilhões.

Ao abrir a exposição, Mantega destacou a importância do PAC para o país sentir menos os efeitos da crise internacional. "Se não tivéssemos criado o PAC em 2007, teríamos que inventá-lo agora", afirmou. Ele ressaltou que outros países estão criando programas de investimento em infraestrutura para enfrentar o impacto da crise.

O ministro repassou alguns dados sobre os fundamentos econômicos do país. Informou que as reduções de impostos para o setor produtivo feitas pelo governo entre 2004 e 2008 somaram R$ 104 bilhões.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, notou, por sua vez, que dos R$ 18,9 bilhões da dotação do PAC em 2008, R$ 17 bilhões foram empenhados (contratados) e R$ 11,4 bilhões foram pagos efetivamente. Ele explicou que a diferença de US$ 1,9 bilhão para a contratação foi parcialmente repassada ao fim do ano para novas obras, em crédito que será efetivado neste ano.

"Vamos rever alguns programas e obras que tiverem algum embaraço terão seus recursos transferidos a programas que estão andando com mais rapidez", disse Paulo Bernardo.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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