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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inaugurou o primeiro pregão do horário de verão batendo novos recordes no ano. Nem mesmo a possibilidade de que o governo decida taxar o capital estrangeiro diante da forte valorização do real, reduziu a disposição dos investidores durante o pregão.

Alinhado à recuperação no preço das matérias-primas (commodities) e ao fluxo positivo de investidores estrangeiros que continua a chegar, o índice Bovespa (Ibovespa) subiu 1,57% e marcou hoje 67.239,45 pontos - a maior pontuação desde 17 de junho de 2008, quando atingiu 68.437,50.

Na máxima, o índice alcançou 67.530 pontos (+2,01%), enquanto na mínima atingiu 66.194 pontos (-0,01%). Ao final da sessão contínua de negociação, o giro financeiro, inflado pelo vencimento de opções sobre ações, era de R$ 10,5 bilhões, ante os R$ 6,68 bilhões de sexta-feira, mas os dados são preliminares.

"O mercado continua otimista com a expectativa dos balanços corporativos e o preço das commodities em alta", afirmou Jayme Alves, analista da Spinelli Corretora. Ele lembra que o preço das commodities - segmento que tem peso importante na bolsa brasileira - era um dos setores em que ainda não havia acontecido uma correção em relação às cotações anteriores à crise e agora aproveita a queda no preço do dólar para se recuperar.

Por isso, depois do vencimento de opções sobre ações, que deixou a bolsa volátil pela manhã, as cotações de Petrobras e Vale passaram a subir mais fortemente no rastro das cotações dos metais e do petróleo. "A semana volta a se abrir sob sentimento positivo nos mercados internacionais, com os investidores se mostrando mais dispostos a assumir posições de risco, em meio a um cenário de ampla liquidez e percepção de melhora da atividade econômica global", diz relatório do Banco Schahin divulgado hoje. Segundo o relatório, o índice VIX de volatilidade, indicador de aversão a risco, fechou a última sexta-feira em seu patamar mais baixo desde setembro de 2008.

Débora Morsch, diretora da Solidus Corretora, acredita que se a medida se restringir ao capital especulativo, de curto prazo, não deve ter efeitos sobre a Bovespa. "Quem está entrando (na Bolsa brasileira) é o investidor de médio e longo prazos", afirmou ela. Para a analista, "o momento é ímpar para a bolsa" e esse cenário não deve mudar.

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